#Falando em Design 14 mar 2017
Na hora de criar um site para sua empresa, você tem duas opções: pode optar por um site customizado, desenhado e programado especialmente para seu negócio, ou pode utilizar um template pronto disponibilizado na internet.
Ambas escolhas têm suas vantagens e desvantagens! Por isso, é normal ficar em dúvida ao ter que tomar uma decisão. Para produzir esse artigo, nosso time embarcou em uma jornada pela resposta para uma das perguntas mais populares no mercado de web design:
Continue com a gente! Vamos explicar o que é um site customizado, o que é um template pronto, quais as vantagens e desvantagens de cada um e, por fim, qual o mais indicado para você!
Aqui, na Calebe_, é muito comum recebermos clientes em busca de um site que dizem frases como “conheço um cara que faz por Y”, ou “veja se dá pra gente pegar um template, para o projeto ficar mais barato” e a desesperadora “já separei alguns modelos”.
Um site customizado é aquele desenhado e programado para atender todas as necessidades do seu proprietário e para conter todas as funcionalidades desejadas. Isso significa que ele é construído conforme a demanda da empresa, por uma equipe de profissionais de design, desenvolvimento e conteúdo. É um projeto one-to-one, ou seja, a equipe vai utilizar apenas o necessário para aquele projeto, resultando em um código de programação mais limpo e mais eficiente, que performa melhor em termos de SEO.
Aqui estão as maiores vantagens desse modelo de construção de site: ele é feito sob medida para você, por isso, o layout será único para o seu negócio! A equipe vai poder planejar cada detalhe da experiência do usuário e da navegação para que o site cumpra todas as suas funções e ainda encante o público. O código de programação será mais eficiente, logo, o desempenho do site no ranqueamento de buscadores será melhor. Também são menores as chances de erros no futuro.
Templates prontos são modelos de layouts genéricos para sites, disponibilizados on-line para download, gratuitamente ou não. Ele precisa ser instalado no site e o conteúdo pode ser personalizado, mas o layout é fixo. São projetos de modelo one-to-many, o que quer dizer que a pessoa que desenhou o template quer vendê-lo para o máximo de pessoas possível. Por isso, vai utilizar o máximo de códigos e funcionalidades. Assim, mesmo que seu projeto não precise de tudo isso, o código do site vai ficar maior, mais pesado e lento, prejudicando o ranqueamento em SEO.
Usar um template é mais barato do que fazer um site sob medida, mas a principal desvantagem é que o mesmo layout poderá ser adquirido para vários outros sites também. Isso significa que seu concorrente pode utilizar o mesmo layout de site que você, por exemplo.
A grosso modo, um site institucional bem simples, feito sob medida, vai variar entre R$ 10 mil e R$ 100 mil, de acordo com a complexidade e com o perfil dos profissionais que irão te atender. Já um template pode até custar zero, mas costuma girar em torno de US$ 50, acrescidos de uma customização, que raramente vai passar de R$ 5 mil. Aliás, se passar, você escolheu o template errado, ou não deveria ter trabalhado com um 😉
Um site institucional simples é aquele que contém poucas páginas, como uma “quem somos”, “produtos/serviços”, “clientes atendidos” e um formulário de contato. Não estamos falando aqui de produtos digitais inteiramente customizados, como uma rede social ou um aplicativo de reservas em hotéis.
A diferença de preço acontece, basicamente, pela diferença de volume de trabalho. Enquanto um site institucional pode levar entre 100 e 500 horas, o trabalho de instalar e customizar minimamente um template leva algo como 1/10 desse tempo. Mas você vai ver que o trabalho compensa. Um site customizado terá um desempenho muito melhor do que um feito com templates prontos. Ele também vai atender seu negócio por muito mais tempo e terá muito menos chances de falhar e gerar problemas.
Para explicar os motivos por trás disso tudo, primeiro, precisamos explicar melhor quais os caminhos possíveis na hora de comprar um site.
Se você precisa de um site para sua empresa e quer contratar um serviço ou uma equipe para fazê-lo, pode optar por quatro caminhos. Entenda as diferenças!
Esses softwares são plataformas que cobram um valor mensal fixo, como uma assinatura. Além de oferecer uma gama de templates, hospedam o site e possuem alguns serviços adicionais, como pacotes de SEO, segurança, etc. Há um sistema interno para construir visualmente o site, que não requer grande conhecimento em programação. Por isso, são ferramentas focadas em não-designers. É o caso do Squarespace e do Wix, o mais popular no Brasil.

Também chamado de page builder, um construtor de layouts ou temas é um plug-in do WordPress que para montar o visual de um site por meio de um sistema de “arrasta e solta”. Assim, um designer (ou até um leigo) pode construir um site sozinho, sem conhecimentos de programação, escolhendo os elementos e imagens que quer posicionar no site.
São exemplos de plug-ins construtores de layout o Elementor e o Divi. Ambos são pagos. O Divi pode ser um pouco mais complicado de usar, enquanto o Elementor é mais intuitivo.

Essa opção envolve comprar um código já pronto (chamado de template) e tentar adaptá-lo às necessidades do seu projeto. É como se você comprasse uma camisa feita de aço: vai ter que se fazer caber dentro do espaço pré-definido.
De toda forma, é recomendável ter alguém com conhecimento em design e em programação para adequar o template. No Brasil, a unanimidade é o marketplace ThemeForest, mas o próprio WordPress também oferece algumas opções – caso o WordPress seja a sua escolha de sistema gerenciador de conteúdo.

Nesta opção, você tem uma equipe multidisciplinar – designers de usabilidade e de interface, desenvolvedores, copywriters, planners, pensando juntos no que funcionará melhor para o seu negócio. Eles passam idealmente por uma fase de pesquisa, seguida de um wireframe, depois o layout e em seguida a programação e testes até a publicação, o que costuma levar entre 2 e 4 meses.
Quer conferir alguns exemplos de sites customizados? Veja como foram feitos esses projetos:
Tauá Resorts – Portal da Face – Fique Em Casa – Directa – Kloris
Óbvio que não. Ninguém, em sã consciência, começa a escrever um código de site em uma página em branco.
Os Content Management Systems – CMS (ou sistemas de gestão de conteúdo) são plataformas com diversas funções pré-prontas, como editores de texto, postagens, gerenciadores de páginas, formulários de contato e outras partes de código que já aceleram bastante o processo e economizam muito tempo de desenvolvimento. Afinal, não é preciso reinventar a roda todos os dias.
Os principais sistemas de gerenciamento de conteúdo são o WordPress, Joomla, Drupal, Magento (específico para lojas virtuais). Há também frameworks mais complexos, como Laravel, Symphony, .NET e por aí vai. A maioria destes que citamos são open source, ou seja, não exigem pagamento para uso, sobrevivendo à base de doações, patrocínios, venda de serviços e da própria comunidade.
Quer aprender mais sobre lojas virtuais? Confira este artigo!
Agora, entrando mais na parte de programação, vamos explorar algumas outras diferenças que nossos clientes costumam relatar, na prática, quando sentem a diferença entre esses dois tipos de produtos. Acompanhe e veja com quais questões você pode se deparar, no futuro, depois que seu site estiver pronto!
Como os templates são produtos de massa, qualquer auxílio que você precisar de quem desenvolveu será menos efetivo do que com uma agência digital. A informação e resolução de eventuais problemas de fábrica só surge após um bom volume de usuários ter notificado o criador do template sobre alguma falha (bug).
Um desenvolvedor local pode resolver alguns desses problemas, você sabe… Fazer a famosa gambiarra. Só que isso vai complicar a atualização do template para uma versão posterior.
Um site sob medida permite a boa prática na escrita de códigos limpos e comentados, o que facilita uma posterior manutenção. Quer dizer, ao customizar, você só tem o código que precisa, e documenta para que serve cada parte dele.
Templates são de difícil manutenção a médio prazo, por não possuir o código comentado e usar um padrão próprio de estrutura, que leva mais tempo para entender – quando se entende. É o famoso conserta-aqui-estraga-ali.
Obviamente, em um site customizado, o controle sobre o desempenho é maior. É possível minimizar o uso de bibliotecas de javascript desnecessárias, recursos que não serão usados, efeitos de transição exagerados. Uma boa velocidade hoje é fundamental para o desempenho do site nas buscas e nas conversões. A Amazon, por exemplo, percebeu que, a cada décimo de segundo que uma página demora pra carregar no celular, as vendas caem 1%.
Alguns templates exigem a instalação de plug-ins e outros recursos que podem não estar disponíveis no servidor de hospedagem. É importante verificar todos os requisitos na documentação do template antes de comprá-lo.
Muitos templates não foram estruturados pensando em cálculo de conversões e geração de leads, o que torna mais difícil, às vezes impossível, implementar os melhores códigos de mensuração de resultados. Para avaliar isso em um template, recomendamos uma consultoria profissional.
Os templates podem conter recursos de programação que já estão obsoletos em alguma linguagem, o que pode gerar erros e até mesmo permitir a inserção de códigos maliciosos por hackers. Existem alguns templates de fontes duvidosas que já carregam estes códigos maliciosos embutidos, muitas das vezes permitem abrir portas para invasão de hackers. A dica aqui é conferir a última atualização do template e a velocidade de upgrades.
A relação entre os dois é bem mais complexa. Se, por um lado, o template diminui o nível de conhecimento em programação requerido para entregar um site simples, por outro, ele limita bastante a liberdade criativa do designer – e designers não costumam gostar disso.
Acreditamos que há um mercado crescente de profissionais trabalhando com templates, para resolver problemas de curto prazo. Os projetos customizados estão cada vez mais restritos a empresas com uma cultura de marketing digital já consolidada, ou a produtos digitais de maior complexidade.
Não é raro (aliás, é bem comum) recebermos, no escritório, clientes que já tem um site desenvolvido com um template e chegaram a um limite de desempenho. Bateram no teto de algumas funcionalidades ou ajustes, e agora querem algo mais. Nada mais natural.
Projetos em que a usabilidade é chave para o desempenho ou que fogem da estrutura quem somos/serviços/clientes/contato tradicional correm sérios riscos ao preferir um template. Kino, uma contabilidade on-line, e MeuBIZ, um site de compra e venda de empresas, são dois exemplos que tratamos aqui, no escritório, em que a experiência de navegação precisa ser constantemente aprimorada para que os usuários realmente consigam usar a interface.
Quando você já começa esse tipo de projeto com um bom estudo de usabilidade, levando em consideração o usuário final, fazendo um bom benchmarking e entregando um código limpo, feito sob medida e bem comentado, suas chances de sucesso aumentam de forma gritante.
Ainda não está convencido que a usabilidade vem primeiro? Veja a estatística deste estudo realizado pelo Hubspot sobre o redesign de websites:

Para que funcione perfeitamente, o template continuará precisando do trabalho de um designer, e possivelmente de um programador. Se a escolha do template não for boa, o tempo de trabalho dos profissionais envolvidos para customização do mesmo pode se aproximar ou até superar o tempo de um projeto feito sob medida.
Todos os clientes possuem recursos financeiros limitados. Mas existe uma grande diferença entre fazer um projeto mais simples, por não conseguir pagar um melhor, do que escolher a alternativa mais barata sem considerar todo o cenário. Ou pior, sem entender o impacto de uma boa estratégia digital nos resultados financeiros do negócio.
Plataformas como o Wix são a melhor alternativa para pequenos negócios que estão começando. Um amigo meu que fazia massas para entregar em casa, por exemplo, se resolveu superbem com o Wix.
No entanto, temos observado que o caminho natural de muitos negócios, quando são lucrativos, é saber exigir mais do seu marketing digital. Melhorar a mensuração de resultados, a usabilidade, a maneira de mostrar os produtos e até colocar o site para trabalhar em seu favor, como atendimento, SAC ou automatizando processos.
Há lugar para todos, desde que você saiba qual é o seu lugar 🙂
Ficou alguma dúvida ou quer entrar mais fundo nessa história? Entre em contato com a gente.
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Participaram desta matéria: Calebe Bezerra (CEO), Paulo Corrêa (planner), Henderson Torres e Leandro Hindu (desenvolvedores back-end), Elton Silveira (desenvolvedor front-end), Thais Bara e Matheus Maciel (designers).