#Como Fazer 13 nov 2023
Quer criar um site para sua empresa e não sabe por onde começar? Primeiro, é importante lembrar que um website é uma página própria para seu negócio na internet, com domínio exclusivo e hospedagem.
Hoje, 4,6 bilhões de pessoas estão conectadas na web, segundo o Digital 2020: October Global Statshot, resultado de uma pesquisa feita pela Hootsuite e pela We Are Social. Por isso, a presença digital é fundamental para qualquer empresa que queira ser encontrada pelo seu público nas plataformas on-line.

Segundo o SPC Brasil, 97% dos brasileiros pesquisam na internet antes de tomar uma decisão de compra. Se você quer criar um site para garantir que sua empresa esteja nos resultados dessas pesquisas, está no caminho certo!
Continue a leitura e veja tudo que você precisa saber antes de criar um site para sua empresa. Vamos explicar quais são os tipos de websites, as especificações de cada um e qual o mais indicado para o seu negócio.
Um site (também chamado de website, sítio eletrônico ou endereço eletrônico) é um conjunto de páginas com diversos conteúdos que podem ser acessadas pela internet.
Esse agrupamento de páginas é o resultado encontrado quando o usuário acessa um determinado endereço como, por exemplo, www.calebedesign.com.br.
Todos os sites, juntos, compõem a World Wide Web, que é o que conhecemos, popularmente, como a internet. Por isso, o endereço deles começa com a sigla “www“.
Veja as principais vantagens de ter um site comercial para a sua estratégia de marketing:
Sites podem ter várias funcionalidades e objetivos. Um site de notícias, por exemplo, divulga conteúdo informativo e jornalístico. Já um site de culinária pode conter um compilado de receitas. Os sites comerciais têm a função principal de ser a identidade digital de um negócio e atrair público para ele. Isso quer dizer que eles funcionam como um cartão de visitas virtual e, ao mesmo tempo, uma fonte de captação de possíveis clientes.
A homepage do seu site (também chamada apenas de home) será, provavelmente, a primeira página que o usuário vai encontrar ao pesquisar sobre sua marca na internet.
Entretanto, alguns negócios precisam de sites com outras finalidades além da apresentação da empresa. É o caso dos e-commerces, por exemplo, que também devem contar com uma plataforma de vendas.
Na hora de criar um site para uma empresa, a primeira coisa a fazer é entender qual a finalidade do site do seu negócio. Só assim será possível escolher entre os diversos tipos de sites disponíveis.
Os principais tipos de sites são:
Vamos nos aprofundar em cada um dos tipos para te ajudar a identificar em qual deles o seu negócio se encaixa melhor!
O site institucional é um dos tipos mais simples. Sua função é apresentar a empresa! Ele precisa informar tudo que é essencial que o cliente saiba no seu primeiro contato com a marca. Por isso, deve conter:
Ele também pode conter outras seções, com os conteúdos que você achar necessários, como: respostas para perguntas frequentes (FAQ); formulários para trabalhar na empresa ou um blog corporativo, como vamos explicar melhor, neste artigo, no tópico sobre blogs.
O site institucional também é uma ferramenta de fortalecimento da marca do seu negócio. Por isso, é fundamental que o design e o conteúdo estejam alinhados com a identidade de marca, o branding e as estratégias de comunicação do seu negócio.
>> Saiba mais sobre web design: só mais um site bonitinho?
Um exemplo desse tipo de site é o portal do Instituto Ramacrisna, uma organização que desenvolve projetos de aprendizagem, profissionalizantes, culturais, de geração de trabalho e renda, de tecnologia, de esporte e lazer, entre outros, para comunidades em situação de vulnerabilidade social de 13 cidades da Região Metropolitana de Belo Horizonte.
O objetivo do site é apresentar o Instituto e os projetos desenvolvidos, para conquistar mais apoiadores. Por isso, o site também conta com uma seção de Transparência e outra de Como Ajudar, para a divulgação de relatórios e captação de doadores.
O segundo tipo de site é o e-commerce. Também chamado de loja virtual, a principal função desse portal é vender os produtos da marca. Assim, ele precisa ter:
Pense que sua loja virtual precisa ser tão boa quanto (ou até melhor) do que a loja física. Por isso, comprar um produto precisa ser uma ação fácil e intuitiva, que possa ser realizada em poucos cliques.
>> Leia também: como melhorar a usabilidade de um site?
Também é interessante que o catálogo de produtos seja fácil de navegar e contenha informações detalhadas sobre cada item. Afinal, quando compramos on-line, não estamos vendo nem tocando o produto. Para aproximar o cliente dessa experiência, vale incluir vídeos demonstrativos, tabelas de medidas e fotos diversas.
Uma vantagem da loja virtual é a possibilidade de exibir comentários e avaliações de pessoas que já compraram aquele produto. É algo que não existe nas lojas físicas e que pode ajudar clientes futuros na decisão de compra.
Agora, você também pode usar o Pix como sistema de pagamentos para sua loja virtual. Lançado em outubro de 2020, o Pix é o meio de pagamentos eletrônicos oficial do Brasil. A partir do dia 16 de novembro, estará funcionando oficialmente em todo o país.
Semelhante ao e-commerce, os sites de vendas de produtos ou serviços digitais também funcionam como uma loja virtual. No entanto, são para empresas que não oferecem produtos físicos. Como o produto ou serviço é digital, a entrega após a compra precisa ser feita de maneira virtual.
São os sites que vendem cursos on-line, por exemplo. Além do catálogo de produtos e do sistema de pagamentos, eles precisam ter uma plataforma de entrega dos produtos. Pode ser uma área privativa para acesso com login e senha, por exemplo, onde o usuário tem acesso aos materiais exclusivos do curso.
É aqui que também entra a Netflix, que vende um serviço de assinatura para assistir filmes e séries. O site da Netflix tem os tipos de assinatura disponíveis, a plataforma de pagamentos e de entrega do serviço, tudo em apenas um site. Como são várias funcionalidades, é um dos tipos de site mais elaborados de criar para uma empresa.
Se você é um profissional liberal que trabalha de maneira independente e quer criar um site para seu negócio, o site de portfólio pode ser o ideal. Seu objetivo é apresentar e mostrar o trabalho do profissional. É como o site institucional, mas para um negócio de uma pessoa só.
Sites de portfólio funcionam bem para fotógrafos, designers, redatores e outros profissionais que queiram exibir seu trabalho na internet. Eles são mais simples de construir, uma vez que não precisam de funcionalidades mais elaboradas, como sistemas de pagamentos.
Esse é o formato mais adotado por veículos de imprensa. É o modelo ideal para negócios que têm muito conteúdo e uma divulgação frequente.
Empresas ou órgãos governamentais também podem ter portais de notícia quando têm uma troca de informações constante com o público. Um exemplo é o Sebrae, que tem a agenciasebrae.com.br, portal em que publica notícias do setor de empreendedorismo quase diariamente.
Esses sites precisam de uma estrutura agregadora de conteúdo, que vai arquivar e exibir os conteúdos para o usuário. São sites que mudam rapidamente, de acordo com as atualizações das notícias. Precisam suportar um grande número de acessos, já que estão entre os tipos mais procurados pelo volume de informação que contêm.
Outro formato de site para quem publica conteúdo com frequência é o blog. Blogs são sites informativos que mostram o conteúdo mais recente no topo da página. Ele precisa ser atualizado com frequência.
A diferença do blog para o portal de notícias é que os blogs são centrados em um assunto mais específico como o blog da Calebe_, por exemplo, que reúne artigos sobre branding, marketing e estratégias digitais.
Blogs pessoais, como o Eu Já Comi, por exemplo, eram bastante acessados antes da popularização das redes sociais. Atualmente, os blogs corporativos são uma ferramenta fundamental do marketing digital. Empresas que desejam ranquear bem nas buscas do Google podem ter um blog dentro do seu site institucional, para publicar artigos informativos sobre sua área de atuação.
>> Leia também: o que é SEO e como melhorar o posicionamento do meu site na busca do Google!
Foi isso que fizemos para o site institucional do Hospital Semper, um dos hospitais mais tradicionais de Belo Horizonte (MG). O portal inclui uma seção de notícias, para publicação de blogposts com novidades do hospital e com dicas e informações úteis para os pacientes.

Na hora de planejar a estratégia do blog corporativo, pense em quais são as principais dúvidas do público da sua empresa. Para começar a produção de artigos, defina temas que respondam essas questões. Assim, quando o usuário procurar pela dúvida no Google, pode chegar até seu site por meio desse artigo.
Se você precisa criar um site temporário para sua empresa, a solução é construir um hotsite. Hotsites são portais com o objetivo de atender a uma campanha específica, divulgar um evento ou o lançamento de um produto.
São uma ferramenta interessante para quem quer dinamismo sem precisar alterar a página principal do seu negócio. Se você tem uma rede de franquias de pizza, por exemplo, e quer divulgar uma promoção de aniversário da marca sem retirar as informações do seu site principal, é indicado fazer um hotsite dedicado a campanha promocional.
O hotsite também é muito utilizado para candidatos que desejam divulgar suas propostas durante campanhas eleitorais, já que a Lei exige que esse conteúdo seja retirado do ar depois do fim do período de campanha.
Por fim, o último tipo de site que vamos apresentar é o one page. Assim como o hotsite, é um formato mais simples de ser construído. One pages são sites de uma página só, nos quais a navegação acontece por meio da rolagem desta página única. Também pode ser utilizado para divulgar eventos, produtos ou serviços.
A one page é mais simples que um site institucional, mas não perde qualidade por isso. Uma one page bem feita traz todas as informações necessárias para o usuário de forma intuitiva e clara. O design de interface e a experiência do usuário (UX) fazem toda a diferença na construção desse modelo.
Um bom case é a one page do Rameh Cozinha, feita para anunciar o programa de assinaturas do chef Felipe Rameh, que ensina gastronomia on-line e ao vivo.
O site contém todas as informações essenciais sobre o Rameh Cozinha em uma única página. Repare que o menu principal tem links para outras seções do site que também podem ser acessadas pela rolagem da tela.
Depois de definir o objetivo do site, quais funcionalidades ele precisa ter e qual o tipo, o próximo passo para criar um site para uma empresa é fazer o registro do domínio e contratar um serviço de hospedagem. Atenção: embora há quem confunda, domínio e hospedagem não são a mesma coisa! A seguir, vamos entender a diferença.
O nome de domínio é o endereço que o usuário deve digitar no navegador para acessar seu site. Ele é único e exclusivo para cada site, por isso, precisa ser registrado.
A função do domínio é facilitar a memorização dos endereços de navegação na World Wide Web. Imagine se você precisasse digitar uma sequência de números toda vez que quisesse acessar um site na internet? Lembrar e escrever um nome ou uma frase é bem mais fácil e intuitivo.
Os domínios podem ser nacionais (.br) ou internacionais (.com). Registrar um domínio é um serviço pago. Para registrar um domínio nacional, você deve acessar registro.br e verificar se o domínio desejado está disponível.
Para sites comerciais, é ideal que o domínio seja equivalente à marca e ao nome da empresa. Caso o nome do seu negócio já esteja sendo usado, você pode fazer uma combinação com o nome do seu produto ou serviço, como www.seujoaomecanica.com.br ou www.seujoaoautomoveis.com.br.
Os serviços de hospedagem armazenam todos os dados do seu site em seus servidores. Assim, toda vez que alguém digita o domínio do seu site no navegador, o provedor de hospedagem envia as informações para que o usuário acesse o site.
A hospedagem também é um serviço pago, feito por empresas que têm seus próprios servidores. Um mesmo provedor pode hospedar diversos sites diferentes, mas o domínio de cada site é único e exclusivo! Depois de escolher e registrar seu domínio, você precisa apontá-lo para a provedora de hospedagem.
Na hora de contratar a hospedagem, você vai poder escolher entre um servidor próprio (dedicado) ou um servidor compartilhado. O compartilhado pode ser mais barato, mas se seu site vai receber milhares de visitantes simultâneos ou vai precisar de muita memória e processamento, pode ser melhor optar por um servidor dedicado.
Antes de criar o site da empresa, você precisa saber que os certificados de segurança são um padrão exigido pela maioria dos navegadores da internet atualmente.
Você já acessou um site no seu navegador e viu um sinal de que esse site é ou não é seguro na barra de endereços? Sites que não são seguros podem gerar desconfiança no usuário e ter um desempenho fraco nos rankings de buscadores, como o Google.
Sites que têm certificado de segurança (SSL) são aqueles em que as informações trocadas entre os usuários e o site são criptografadas. É uma funcionalidade fundamental para sites de vendas de produtos e serviços e e-commerces, que precisam coletar dados financeiros e conduzir transações bancárias.
Existem várias formas de conseguir um certificado de segurança SSL para seu site. Você pode optar por um serviço de hospedagem que inclua esse adicional ou solicitá-la a uma autoridade de certificação, por exemplo.
Vale lembrar aqui que a nova Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) exige que os sites sejam seguros e protejam os dados dos usuários. Assim, o certificado de segurança se torna um quesito obrigatório para qualquer site que coleta dados dos usuários.
>> Leia mais: como tornar seu site mais seguro!
Por fim, antes de criar o site da empresa, você também precisa saber qual a melhor plataforma de gestão de conteúdo do site. Afinal, depois que o site estiver no ar, você provavelmente vai precisar editar as informações e acrescentar novos conteúdos à medida em que seu negócio evolui.
Essa é diferença do site estático para o site dinâmico. Enquanto o site estático precisa de conhecimento de programação para ser alterado, o site dinâmico pode ser atualizado por quem é leigo no assunto, por meio dos sistemas de gestão.
>> Saiba mais: o que fazem os desenvolvedores front-end e back-end?
Você já deve ter ouvido falar do WordPress! Ele é o sistema de gestão de conteúdo para sites mais utilizado em todo o mundo. É ideal para sites institucionais e blogs, mas é possível fazer praticamente qualquer tipo de site nele, inclusive os mais elaborados de venda de serviços. Aliado ao plug-in Woocomerce, pode ser usado para lojas virtuais, principalmente para pequenos e médios negócios.
Agora que você já aprendeu tudo que precisa saber antes de criar o site da empresa, está na hora de colocar a mão na massa! Se você precisa de mais ideias, que tal conferir mais alguns projetos como exemplo? E se ficar alguma dúvida, pode contar com a gente!
>> Leia a seguir: site customizado ou template pronto?